Uma pesquisa promovida pela ABRH-Nacional junto a cerca de 6 mil visitantes de seu blog evidenciou que apenas 27% das empresas não pretendem demitir em 2009. Nada menos do que 35% já demitiram e planejam demitir mais em 2009, o que coloca os empregados de muitas empresas em uma situação de perda iminente de emprego. Para evitar o pior, presidentes de Seccionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos alertam que este é o momento em que o empregado precisa mostrar a que veio:
“Em épocas de crise, as pessoas devem contribuir com a empresa no sentido mais amplo da palavra, se oferecendo para ajudar no que for possível, se comprometendo com a organização, entregando os resultados que a organização espera e evidenciando toda flexibilidade e adaptabilidade que o momento exige, alerta Elaine Saad, presidente da ABRH-SP.
Se a empresa está ponderando quais empregados vai manter, assinala Jocélio Soares, presidente da ABRH-RN, as pessoas precisam mostrar que fazem a diferença:
“As pessoas conseguem preservar o emprego quando investem em sua qualificação, mesmo sem o apoio da empresa. Mas é bom ressaltar que esta qualificação deve estar alinhada aos objetivos organizacionais, o que exige que o empregado conheça para onde sua empresa está caminhando. Acompanhar as tendências do mercado também mantém a empregabilidade, mesmo que a empresa onde estamos atuando venha a fechar, pois as pessoas terão melhores condições de se recolocar”, explica.
Para Ângela Abdo, presidente da ABRH-ES, é o histórico do trabalhador, como um todo, que determina se ele vai prosseguir ou não na empresa em uma situação de cortes:
“Na hora da demissão, as pessoas precisam se lembrar de que a avaliação será feita em cima de seu histórico como um todo, por isso atitudes de última hora podem ser vistas como oportunistas. Mas demonstrar cooperação e solidariedade também é importante, por isso, aquelas pessoas que entendem o momento da empresa e ajudam a reduzir custos e propõem soluções e alternativas, ajudam a fortalecer sua imagem na empresa”, orienta.
Para Pedro Fagherazzi, Presidente da ABRH-RS, um dos fatores de empregabilidade é a atualização dos empregados. Há empresas, ele lembra, onde certas atividades críticas são tocadas por uma única pessoa, o que dá a este empregado uma certa estabilidade no emprego:
“Empregados que se mantêm atualizados sobre seu trabalho, propõem alternativas e conseguem manter o humor e a calma se tornam indispensáveis”, assinala.
Para Carlos Pessoa, Vice-Presidente de Relações Trabalhistas e Sindicais da ABRH-Nacional, ao avaliar cortes as empresas sabem exatamente quem vão manter e quem vão demitir. Segundo ele, a retidão moral, a confiabilidade e a honestidade são atributos importantes e muito valorizados pelas empresas nos dias de hoje:
“Trabalhar direito e ter atitudes corretas com seu empregador são atributos decisivos. Em uma lista de 10 empregados, a empresa sabe, na hora do corte, quem deve ser o primeiro e quem deve ser o último a ser dispensado. Consegue manter o emprego quem trabalha para ser o último da lista”, adverte Pessoa.
Fonte: ABRH Nacional http://www.abrhnacional.org.br/cpub/pt/site/noticia35.php